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segunda-feira, 26 de maio de 2008

Ja tentei ou não...


Já amei e fui amado
Já sofri e fiz sofrer
Já tentei me encontrar
E não me encontro
Já tentei te esquecer
E não a esqueço
Já tentei te escutar
E não a escuto
Já tentei entender
E não entendo
Já tentei ser incessível
E não consigo
Já tentei ser notado
Não sei se sou
Já tentei me expressar
Não sei se fui claro
Já tentei escrever
E não fui entendido
Já tentei...
Ou não...

Ricardo Cardoso

Medo


Do que tens medo?
Medo de não ser entendido
Medo de não ser amado
Medo de não ter o que comer
Medo de ter família
Medo de não ter onde morar
Medo da solidão
Medo da velhice
Medo de não ter o que fazer
Medo dos governantes
Medo da elite que explora
Medo da mídia que manipula
Medo da policia ou do ladrão
Medo da banalização da vida
Medo de não ter educação
Medo da intolerância
Medo de não amar o próximo
Medo do que nos tornamos (gananciosos)
Medo de não acreditar em Deus
Do que tens medo...

Ricardo Cardoso

Amigo


Muitos amigos passam por nossas vidas
Alguns por pouco tempos
Outros por muito tempo
Tem aqueles que nos acompanham
Por toda a vida
Amigos de infância
Amigos de escola
Amigos de trabalho
Aqueles que nem lembramos
De como éramos amigos
Outros que só nos restam lembranças
Temos amigos virtuais
Talvez seja a amizade
Mais fácil de se ter
Basta ligar a telinha e lá estão
Com simples palavras tecladas
Conhecemos cada um
Uns mais amáveis outros nem tanto
Mas aprendemos a gostar de cada um
Mesmo nunca ter se quer ouvido sua voz
Tem amigos que partiram para sempre
E têm aqueles que mesmo distantes
Que pouco nos falamos ou nos vemos
Mas que mesmo assim jamais os esqueceremos
Dedico estas palavras a todos os amigos
Que passaram por minha vida, que partiram
Aqueles que estão distantes mais
Que estão no meu coração...

Ricardo Cardoso

quinta-feira, 15 de maio de 2008


História de uma vida
Um córrego chamado Itapejica.

Era uma criança de dois anos, que viera morar no Bairro de Ermelino Matarazzo, na nascente do córrego Itapejica, de águas límpidas com variedades de peixes.
Ermelino Matarazzo um Bairro na região leste da cidade de São Paulo, fundado por volta de 1588, fazia parte do Bairro de São Miguel Paulista, onde havia a casa da moenda, um engenho, uma pousada (Sitio Mirim) feita de taipa, (Dom Pedro 1º, parava para descansar, e seguir viagem com destino ao Rio de Janeiro), com a instalação da fábrica Celosul (fábrica de papel do grupo Matarazzo), a margem da ferrovia, surgiu à vila de casas dos operários, cinema, hotel, primeira escola (Condensa Filomena Matarazzo construção em madeira), pedreira, chácara da família Matarazzo, um casarão com fama de ser assombrado, oratório da cruz preta (uma arvore no alto do morro que fora atingida por um raio) e no Jardim Berlim uma fonte de água potável.
Córrego Itapejica, que tem seu leito paralelo a Avenida Paranaguá e vai desaguar no Rio Tietê.
A criança costumava brincar as margens do córrego, onde havia bambus, pássaros, borboletas e árvores...
A criança não tinha preocupações com o preço do feijão, se havia empregos e quantas vidas a Ditadura estava destruindo.
A criança, bola, carrinho, perna de pau, bolinha de gude, bandido e mocinho, zorro e nacional kid.
Chega o pré-primário, a mãe guarda o primeiro cartão do dia das mães.
Primeiro ano professora Eunice Laureano da Silva.
A criança está crescendo, quinta série criou gosto pela arte, incentivado por uma professora de artes (Sandra).
1977, uma musica lhe chama atenção “Pra não dizer que não falei das flores (caminhando)” de Geraldo Vandré.
-Casa da moenda foi ocupada e o engenho sumiu.
-A pousada caiu, só restou “A Ruína de Taipa, tombado pelo Patrimônio Histórico”, porém está abandonado à sorte.
-A vila de casas quase sumiu.
-O cinema foi derrubado, assim como o hotel.
-A escola mudou-se de endereço, e hoje é de alvenaria.
-A pedreira deu lugar a um Banco.
-A chácara ficou reduzida a uma casa, (hoje é um parque)
-O casarão transformou-se em uma área degradada, (Passeadouro Miguel Boupan) talvez ainda exista assombração.
No morro foi construída a Igreja São Francisco de Assis, (o tronco da arvore “cruz preta” ainda está lá).
-Da fonte nem água potável.
-O Jardim Berlim virou Jardim Belém.
-A ditadura acabou.
-Acabou também o bambu, os peixes as borboletas.
-A Professora Eunice Laureano da Silva, morreu em um acidente de carro, deram o nome à escola.
-A professora de artes, só restou lembranças.
-Geraldo Vandré, não canta mais.
-A criança ficou adulta, as brincadeiras acabaram hoje se preocupa com a desigualdade social e com o preço do feijão.
-O Córrego Itapejica não existe mais, virou um esgoto chamado Córrego Mongaguá.
-A criança e o córrego Itapejica, estão nas lembranças do artista plástico,
Eu Ricardo Cardoso


Mateus, pintor das telas.
Profª.Eunice Laureano

Oratório/Cruz Preta

Capela São Francisco

Pedreira

Fonte Jd.Berlim

Jd. Belém

Estação
Mateus,conta a história de Ermelino Matarazzo nas telas/óleo