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domingo, 19 de dezembro de 2010

Ermelino Matarazzo


Histórico de Ermelino Matarazzo

Os bairros formados ao longo das margens do Rio Tietê-Tupi Guarani, Caudal Volumoso: São Miguel Paulista, Ermelino Matarazzo, Engenheiro Goulart a margem esquerda e Guarulhos - Tupi Guarani, Peixe Barrigudinho a margem direita do Rio Tietê, consta em alguns registros que foram fundados na mesma época.
Segundo moradores mais antigos e pesquisas realizadas nos Arquivos Municipal e Estadual, os primeiros habitantes destas terras foram os Índios Guaianazes os quais viviam à margem esquerda do Rio Tietê, a chamada região do Ururaí - Tupi Guarani, Largato D’água ou Planalto de Baquirivu, terras doadas por carta de sesmaria datada 12 de outubro de 1580.
Por volta do ano de 1600, foi criada a Aldeia de São Miguel Arcanjo com a capela do mesmo nome (Capela construída pelos Índios sob o comando dos Jesuítas) e reconstruída sob os encargos de João Álvares e Fernão Munhoz em 16 de junho de 1622. Com a chegada dos brancos e a colonização, São Miguel Arcanjo, ou Aldeia de Ururaí como era chamado, tem sua data oficial de fundação dia 21 de setembro de 1622.


Capela São Miguel Arcanjo

O bairro de Ermelino Matarazzo, que em sua maior parte é formada pela antiga Paragem do Guaporé, várzea do Tietê. Na metade do século XVII na atual Rua Dr.Assis Ribeiro, antigo Sítio Piraquara-Tupi Guarani, Toca do Peixe, Chácara Quindarussu e a Chácara Itapejica-Tupi Guarani, Pedra Lisa situada às margens esquerda do Rio Tietê.
A primeira referência encontrada trata-se do Sítio Piraquara, está no testamento do Capitão Paulo da Fonseca, datado de 1711. Em 1739, aparece novamente citado no testamento de Baltazar Veiga Bueno. No inventário do Padre Manuel de Souza, de 1854, o Sítio foi descrito da seguinte forma “Com casa de vivenda, paredes de pilão cobertas de telhas, casa de fabrico de farinha, também de paredes de pilão cobertas de telhas, com as terras a ele pertencentes fazendo frente para a várzea do Tietê, com uma capela construída pelos Índios da região dedicada a Bom Jesus de Pirapora”

Herdeira do Sítio Piraquara

Segundo relato da Senhora Deolinda Paulino oitenta e sete anos, uma das herdeiras do Sítio Piraquara, descendente da família Bueno, nasceu no próprio Sítio Piraquara em 23 de agosto de 1922, filha do Senhor Augusto Paulino e Dona Faustina Maria da Conceição. A casa de seus avós foi demolida para dar passagem à linha tronco Variante Poá.


No período de 1913/1915, as Indústrias Matarazzo, adquiriu de vários proprietários, por meio de compras registradas no Terceiro Cartório de Imóveis desta Capital. Uma gleba de terra com ou sem benfeitorias, totalizando 420.530 m², segundo as transcrições nº429, 941, 1729, 2551 e 2840 e as averbações feitas em 1939, foram inscritas sob o número noventa, página 255 de o livro auxiliar nº 8, o loteamento denominado Jardim Matarazzo.

Tendo em vista os projetos da construção de uma Rodovia - Estrada de Rodagem São Paulo - Rio 1926/1928 e de uma Linha Férrea - Estrada de Ferro Variante Poá 1921/1926.
A Indústria Matarazzo vendeu 274 lotes, cerca de 10% do total de suas terras entre 1926/1939, dando origem a um pequeno povoado em torno da estação de trem, inaugurada em 07 de fevereiro de 1926, passando a transportar passageiro a partir de 1934.



Estação Comendador Ermelino Matarazzo

A denominação à Estação ferroviária foi homenagem ofertada a um dirigente da IRFM – Indústrias Reunidas Fábrica Matarazzo, em razão de a estação ferroviária passar pelas terras da IRFM, escolheu-se então o Comendador Ermelino Matarazzo, terceiro filho do Conde Francesco Antonio Matarazzo, sendo o primeiro filho brasileiro, nascido na cidade de Sorocaba em 1883, morto em um acidente automobilístico, na fronteira da França com Itália nas proximidades de Turim em 25 de janeiro de 1920.


Comendador Ermelino Matarazzo
Origem do nome do bairro e sua criação


Na época as correspondências remetidas aos moradores do bairro, vinham endereçadas a Estação Comendador Ermelino Matarazzo, os próprios moradores retiravam suas correspondências na estação ferroviária. Ao longo dos anos este nome se estendeu ao bairro que automaticamente ficou conhecido como Bairro de Ermelino Matarazzo.


A expansão urbana da cidade de São Paulo, no início do século XX proporcionou a criação de bairros mais distantes do centro da capital. As antigas fazendas e chácaras sofreram um processo de loteamento, surgiram novos bairros ou adensaram aos mais antigos. A valorização da área central da cidade e o aceleramento dos loteamentos na região suburbana acabaram por expulsar a classe trabalhadora de menor poder aquisitivo para o subúrbio.


Localização

O bairro de Ermelino Matarazzo está localizado na zona leste da cidade de São Paulo com uma altitude, em relação ao nível do mar, entre 750 metros, próximo à várzea do Rio Tietê. Elevando-se suavemente de norte a sul e alcançando 775 metros na Vila Paranaguá. O bairro distado “marco zero” da cidade de São Paulo, por volta de 16 quilômetros em linha reta. Seus limites: ao norte, o município de Guarulhos; a leste, o distrito de Vila Jacuí e Ponte Rasa; a oeste o distrito da Penha. Cabe lembrar que estas divisas administrativas foram definidas pelo Governo Municipal em 1992, e não correspondem às divisas históricas do bairro.
As colinas em Ermelino Matarazzo erguem-se, com destaque, no sentido norte-sul em relação ao Rio Tietê, onde, nas encostas do vale do Ribeirão Mongaguá (em Tupi Guarani, Água Pegajosa), surgiram o Jardim Berlim - atual Jardim Belém e a Vila Paranaguá antiga chácara da família Silva Jardim. Outras colinas também aparecem, a leste, Jardim Carolina; e a oeste, Parque Boturussu (em Tupi Guarani, Montanha Grande) e Jardim Verônia. O Ribeirão Mongaguá divide o bairro em duas metades no sentido sul-norte, é afluente do Rio Tietê.


As primeiras Vilas e a Fábrica Celosul - IRFM

Na década de 40, o Jardim Matarazzo, ainda em formação já obtinha destaque como aglomerado urbano em relação às outras vilas do bairro. O seu progresso acentuado estava relacionado com a proximidade da estação ferroviária e a instalação da fábrica Celosul, ocupava uma área de 8.000 m², tinha como principal ocupação produção de papel celofane (matéria prima celulose extraída do algodão), inaugurada em 1941. Em seu núcleo central já era possível verificar a construção de residências.


Vila Matarazzo e arredores.

Ainda pelo vale do Ribeirão Itapejica, atual Mongaguá, mais ao sul do Jardim Matarazzo e na mesma época, desenvolvia-se a Vila Paranaguá à margem da Estrada de Rodagem São Paulo – Rio.


Emancipação do bairro

Ermelino Matarazzo em todo seu território fazia parte de São Miguel Paulista, em 1959 foi desmembrado, através da LEI nº 5285 de 18 de fevereiro de 1959. Desde então o citado Bairro ficou sem referência de data de fundação, e consequentemente não se comemora aniversário, faz-se menção na festa de 1° de Maio - Festa do dia do Trabalhador.

O desenvolvimento do bairro

Em 1950, muitas famílias procuraram fixar residência no bairro, nos loteamentos já existentes ou nos que estavam sendo implantados e como consequência o aparecimento de vilas, motivadas pela possibilidade de encontrar emprego nas indústrias: “Cia. Nitro-Qiumíco Brasileira”, na “Celosul” ou na “Cia. Industrial São Paulo e Rio-Cisper”.
A época da origem dessas vilas varia muito, as mais antigas são: Jardim Matarazzo, Jardim Belém, Vila Paranaguá e Parque Boturussu, com caráter tipicamente urbano, onde a maioria dessa população trabalhava na zona central da cidade de São Paulo.
.

O crescimento populacional

Em meados da década de 50, Ermelino Matarazzo ainda apresentava em suas ruas um movimento lento e tranqüilo semelhante a uma cidadezinha do interior de São Paulo, a maioria dos moradores se conheciam, no centro do bairro e nas imediações ainda restavam muitos terrenos vazios.
Na década seguinte o bairro começava a perder certos elementos que lhe davam um caráter acentuadamente provinciano, o progresso, com todas as exigências havia invadido o tranqüilo e bucólico bairro de antigamente e eliminando de suas ruas e vilas o seu aspecto e os costumes de feição tradicional mais acentuada, esses traços foram substituídos por sentimentos de intranquilidade e insegurança, tamanha era a rapidez com que se processava o seu crescimento populacional.

Na década de 80, as formas de vida e a escala de valores dos moradores do bairro mudaram completamente se compararmos com os anos vividos antes de sua elevação a distrito (no final da década de 50), de maneira que nesse período, a curva de crescimento do bairro subiu como um foguete. Teve início uma fase de progresso material incontrolado, sem coordenação e sem planejamento. Muitas de suas vilas nasceram ao acaso, sem plano de conjunto, frutos de especulações com terrenos, com edificações modestas e sem nenhum conforto, que se improvisavam nas vilas mais distantes do centro do bairro.

Fonte: Biblioteca Pública Rubens Borba de Morais -PMSP.
Revista “Acontece Leste”
Jornal Voz da Comunidade
Livro “ História do Bairro de Ermelino Matarazzo” Autor: Marino Bacaiocoa – Editora Érica Ltda
Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo
CONDPHAAT
Arquivo Municipal
Arquivo Estadual
Pesquisas realizadas com moradores:
Deolinda Paulino, Maria Rodrigues, Maria Amélia Fazzio.
Livro “Matarazzo- A travessia” Autor: Ronaldo Costa Couto
Livro “Matarazzo – O Colosso” Autor: Ronaldo Costa Couto
Livro “Matarazzo 100 anos” Autor: Jorge cunha lima

Colaborador: www.ermelino.net



Organização:
Ricardo Cardoso

"07 DE FEVEREIRO DIA DE ERMELINO MATARAZZO"


LEI Nº 15.342 DE 29 DE NOVEMBRO DE 2010
(PROJETO DE LEI Nº 369/09)
(VEREADOR CHICO MACENA - PT)
Altera a Lei nº 14.485, de 19 de julho de
2007, para fixar o dia 07 de fevereiro para
a comemoração anual do Dia de Ermelino
Matarazzo, e dá outras providências.
Antonio Carlos Rodrigues, Presidente da Câmara Municipal de
São Paulo, faz saber que a Câmara Municipal de São Paulo, de
acordo com o § 7º do artigo 42 da Lei Orgânica do Município
de São Paulo, promulga a seguinte lei:
Art. 1º Fica acrescido um inciso ao art. 7º da Lei nº 14.485, de
19 de julho de 2007, com a seguinte redação:
“7 de fevereiro: Dia de Ermelino Matarazzo.”
Art. 2º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas
as disposições em contrário, em especial a alínea “b” do
inciso LXXIX do art. 7º da Lei nº 14.485, de 19 de julho de 2007.
Câmara Municipal de São Paulo, 30 de novembro de 2010.
O Presidente, Antonio Carlos Rodrigues
Publicada na Secretaria Geral Parlamentar da Câmara Municipal
de São Paulo, em 30 de novembro de 2010.
O Secretário Geral Parlamentar, Breno Gandelman

quinta-feira, 18 de novembro de 2010


Salva il tuo sorriso solo per me,
Ti do l'universo nel mio occhio.
Se si sente un formicolio sulla pelle
le mie dita ti toccano per dirti ...
Io sono un fan del tuo modo
Io sono un fan di vestiti
Io sono un fan di quel sorriso in bocca
Io sono un fan dei tuoi occhi
Io sono un fan senza misura
Sono un fan n ° 1 con voi
Io sono un fan di vita
Voglio convincere il tuo cuore
che il mio amore è per te
Voglio dire che questa passione
non trova altro modo di dire ...
Io sono un fan dei tuoi occhi
Io sono un fan senza misura
Sono un fan n ° 1 con voi
Io sono un fan di vita.

FÃ - CHRISTIAN E CRISTIANO (OFICIAL)

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Ti voglio tanto bene


Dimmi
Che tuo amore non muore
È come il sole d'oro
Non muore mai piú

Dimmi
Che non mi stai a enganare
Che il sogno mio d'amore
Per sempre sei tu

Oh! cara
Ti voglio tanto bene
Non ho nessuno al mondo
Piú cara di te

T'amo
Sei tu il mio grande amore
La vita del mio cuore
Sei solo tu

Una stella
Brilla in mezzo al cielo
La mia stella sei tu
Tu sei il mio camino

Oh! cara
Ti voglio tanto bene
Non ho nessuno al mondo
Piú cara di te

T'amo
Sei tu il mio grande amore
La vita del mio cuore
Sei solo tu
musica Italiana

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

FLYNG- TRADUÇÃO- CHRIS DE BURGH



Voando, eu jamais pensei que aprenderia assim voando
Eu pensei que eu gastaria minha vida inteira tentando,
Por estar voando nessa arte antiga mantendo um pé no chão...

Mentindo , eu jamais pensei que manteria mentindo,
Eu pensava que perderia tudo isso suspirando ,
Por estar mentindo nessa arte antiga de esconder essas palavras para nunca serem achadas

Chorando , eu pensava que nunca pararia esse pranto ,
Eu pensava que eu sempre sonharia morrendo
Por estar chorando nessa arte antiga de inundar rios no chão

Oh morrendo , eu jamais imaginaria me ver morrendo ,
Eu pensava passar minha vida inteira voando ,
Por estar morrendo nessa arte antiga de manter um mundo girando ao redor

Suspirando , eu jamais iamginaria me manter suspirando
Eu sempre pensei estar ainda chorando ,
Por estar suspirando nessa arte antiga de respirar mágoa em toda a parte

E tentando , eu pensava que gastaria minhas estações tentando ,
Eu pensei que poderia parar-me de estar mentindo,
Por estar tentando nessa arte antiga de provar que o mundo é redondo

Oh voando oh oh , mentindo oh oh , chorando oh oh , suspirando oh oh , tentando oh oh , e morrendo oh oh , por estar morrendo nessa arte antiga de crescer flores no chão,
Sim é isso...

Deixe me chorar


Deixe me chorar,
Deixe me gritar.
Afogar minha amargura no mais infinito pranto.
Lamentar o que eu perdi e também o que nunca tive.
Meus sonhos foram todos destruídos.
Minhas flores pisoteadas.
E meu coração esmagado.
E o que sobrou em mim?
Fragmentos...
Fragmentos que juntei um a um,
No anseio e na esperança de recompor um ser.
De um dia alcançar, de um dia recuperar.
Deixe me chorar.
Não me console ,nem me censure.
Apenas fique ao meu lado .
E quando meus olhos se secarem e o pranto cessar.
Coloque me em seu colo,olhe nos meus olhos e sorria.
Pois é em ti que recupero meus sonhos.
No seu sorriso que tenho minhas flores.
E nos seus olhos que eu encontro o amor...

Ana Paula Jalloul

Olhos


Meus olhos te contemplam
Minha boca te deseja
Suas mãos ,são como fogo
A percorrer por meu corpo.
Seus beijos, são como a água
Que sacia minha sede.
No seu colo encontro o aconchego.
No seu peito a proteção.
Na sua alegria um novo universo!!
No seu amor,
Tudo o que preciso!

Ana Paula Jalloul

Miragem


Ó miragem...
Torna te Oásis.
Cura minhas feridas com teu balsamo,
Faz me repousar em tua sombra.
Sacia minha sede ,
Dando me forças para viver.

Ó miragem ...
Diante dos meus olhos
Tão nítida e tão irreal
Tão perto e tão distante
Meus pés, já se cansaram
minhas voz, não mais ecoa
O meu caminho ,eu já perdi

Ó miragem torna te Oásis
E seja o meu refugio.....

Ana Paula Jalloul

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Sarau destacou o lançamento dos livros Amigos da Sandice e Poetivivendo


Notícias
Sex, 20 de Agosto de 2010 11:55
O lançamento dos livros Amigos da Sandice e Poetivivendo, que aconteceu nesta última quinta-feira, às 19 horas no restaurante escola da Câmara Municipal contou com a presença de mais de 200 pessoas. Além do lançamento dos livros, o evento contou com sarau, dividido em quatro eixos temáticos: regional, romântico, político social e livre, o evento teve apresentação de 14 poemas que intercalavam com músicas. Dentre as músicas cantadas estavam: Asa Branca de Luiz Gonzaga e Minha língua do Nilson Chaves, que marcaram a temática regional; A namorada de Carlinhos Brown e Como eu quero de Kid Abelha representando o eixo romântico; e Fétidos, Crimes e Demônios de Felipe e Joes Meuã, que encerram o último eixo, o político e social.O livro Amigos da Sandice é formado por poemas dos mais diversos autores, dentre eles o Anesino Sandice, o mesmo autor do livro Poetivivendo. Homenageado pelo escritor Lamartine Figueiredo Filho com uma medalha, o poeta Anesino Sandice teve o prazer de ouvir alguns de seus poemas recitados por amigos e poetas que estiveram presentes. “O Anesino sabe muito bem entender, fazer e transmitir a poesia, que muitas vezes é deixada de lado na correria do dia-a-dia”, disse Lamartine, que explicou a importância do momento, “eu vim de Cabo Verde, Minas Gerais a 250 Km de São Paulo, só para este evento, eu não poderia perder a oportunidade de homenagear o Anesino”.Representando o mandato do vereador Chico Macena, Ricardo Cardoso agradeceu a presença de todos. O evento contou com a participação de alunos do Mova (Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos) e do EJA (Educação para Jovens e Adultos) de São Paulo e de Guarulhos. Representantes do movimento cultural de Ermelino Matarazzo como o Chapéu da Rádio Filó também marcaram presença.Também foi cantado durante o evento o hino do Mova. Integrantes da rádio comunitária Cantareira, hoje veiculada pela internet, estiveram presentes, como Nado Itaguary, que também representou do Instituto CEPODH (Centro Popular de Direitos Humanos) localizado em Taipas. Poetas de plantão aproveitaram o espaço do eixo livre para se apresentar. O coordenador do Movimento Estadual da população de Rua Robson Mendonça e o representante da entidade Ecos do Meio, Carlos Mahlengo recitaram poema. O grupo de rap, Odisséia das Flores, também se apresentaram. O evento foi encerrado com coquetel.Poetas e autores do livro Amigos da Sandice:Anesino Sandice Nado Itaguary Ricardo Cardoso Samia Sartori Naielem Kretlen Rubinei Manoel

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

ITAIM PAULISTA - O SITE DE INFORMAÇÕES E ENTRETENIMENTO DO SEU BAIRRO

ITAIM PAULISTA - O SITE DE INFORMAÇÕES E ENTRETENIMENTO DO SEU BAIRRO

Ricardo Cardoso

No balanço do trem


No balanço do trem


No balanço do trem
Gente que vai
Gente que vem
Sonhos da janela do trem
Crianças, mães, olhares anônimos
Viagem com destino certo
Sonhos sem destino
Entre passado e futuro
Amor bandido
Desabafo em lagrimas
Fogo da paixão
È hora!
No balanço do trem
Sonhos sem destino
Vidas separadas
Até o próximo
Balanço do trem!

Autor Ricardo Cardoso

Tardes de Quarta


Tardes de Quarta

O sol invade a lua, terça feira da lugar a quarta feira
Um dia especial, de esperança e felicidade
O relógio aflito faz aumentar a ansiedade
Todos os ônibus, olhar fixo, a espera
Coração acelerado
Até que uma linda mulher vem ao meu encontro
Passos firme e sensual, sinto o seu perfume, sua respiração seu desejo
Desejo! De amor, de ser compreendida de ser ouvida
Eu a observo calado, meus olhos falam o que sinto, e no intenso gosto da paixão, vamos ao paraíso, só dois sem espaço para vida alheia
Corpos suados, juras de amor eterno
O sol se vai, o intenso gosto da paixão da lugar a tristeza
Ela partiu, aquela linda mulher, com seu andar sensual
E eu cá no meu canto fico a espera
Como em um ritual,
A espera da linda mulher
Nas tardes de quarta!

Autor Ricardo cardoso

sábado, 14 de agosto de 2010

Menina mulher


Menina mulher

Onde está você
Doce menina mulher
Que me fizeste amar
Onde está o sorriso
Que me conquistou
Onde está o olhar
Que me encantou
Onde está o abraço
Que me fez sonhar
Onde está a doce menina
Que me fez feliz
Onde está a menina mulher
Que me fez Poeta!

Autor Ricardo Cardoso

Romanesco


Romanesco

Quem sou
Poeta ou sonhador
Pintor ou escultor
Sedutor ou conquistador
Sou eu um sonhador
A eterna procura de um amor
Poeta será que sou
Pintor dos sonhos perdidos
Escultor da natureza morta
Quem sou
Sedutor, já nem tanto
Conquistador, acho que não
Talvez um sonhador,
Poeta, pintor e escultor
Ou só um sonhador!

Autor Ricardo Cardoso

Poesia


Poesia

Poesia, uma coisa engraçada
As palavras já existem
Basta organiza-las
Mas só quem escreve com o coração
São capazes de organizá-las
Em poesia!

Autor Ricardo Cardoso

Frases

Frases

Não vim a este mundo para ser anônimo!

O mais difícil, não é ser só um solitário
E sim ser um solitário só!

Os sonhos são como uma escada
Não tente escalar o topo
Sem subir degrau por degrau!

O sol a lua as estrelas
A vida a terra
Se Deus criou tudo isso
Porque o homem insiste em destruí-lo!

Muitas pessoas não conseguem
Enxergar o que você fez
Só conseguem enxergar
O que você não fez!

Autor Ricardo Cardoso

Corpo


Corpo

Corpo desejado
Sagrado, vida
Pecado que consome
Bálsamo que contagia
Curvas que enfeitiçam
No cálice o calor
Ardente da paixão!

Autor Ricardo Cardoso

Por acaso


Por acaso

Por acaso on-line
Por acaso vi você
Por acaso escrevi para você
Por acaso você aceitou
Por acaso o mesmo arrabalde
Por acaso amigos em comum
Por acaso um encontro
Por acaso senti sua falta
Por acaso gostei de você
Não por acaso te amo!

Autor Ricardo Cardoso

Encontro


Encontro

Quando me encontrei
No sorriso dos seus lábios
No brilho dos seus olhos
No aperto do seu abraço
No beijo da sua boca
No encontro do seu corpo
Não ouvi, nem vi
Só senti!

Autor- Ricardo Cardoso

Poeta


Poeta

Dos seus versos a poemas,
Pensamentos no papel

Poeta, na suas lembranças,
Amores,sonhos

Como entender?

Poeta, que vê poesia em um olhar,
Mas também amargas palavras

Poeta, solitário,sonhador,
Mentiroso ou realista

Poeta, nem sempre compreendido,
Palavras confusas, sem rima sem graça

Poeta, como entender tua alma?
Poeta, como enxergar com teus olhos?

Ah! Poeta, se nem tu se entende
Como queres que eu compreenda
Os sentimentos de um
Poeta!

Autor- Ricardo Cardoso

Íntimo


Íntimo

O que fizeste comigo?
Porque me acordaste?
Eu cá no meu canto
Adormecido no amor
Sufocado, amores ou não
Lembranças passadas
O que fizeste comigo?
Adolescente já não sou
Chegaste de mansinho
Com este teu jeitinho
Acordaste um coração ferido
Para que?
O tempo...
Já não o seu
O que fizeste comigo?
Porque me acordaste?
Para que?
Oh! púbere mulher!

Autor Ricardo Cardoso

Dois Povos


Dois Povos

Brilho no olhar
Suspiro no ar
Corpus laçado
Calor na alma

Dois povos
Mãos trocadas
Balé dos cisnes
Lago que chora
Pássaros que vi
Crianças que senti

Dois povos
Prisioneira do flash
No metal frio
História de um povo

Dois povos
Um coração
Dois corpus
Um desejo
Duas bocas
Um beijo

Dois povos
Um suspiro
Dois povos
Futuro incerto
Dois povos
Um sorriso
Dois povos
Desejos!

Autor-Ricardo Cardoso

Almas Tristes


Almas Tristes

Duas almas
Duas gerações
Duas vidas
Separadas pela vida
Encontro e desencontro
Amor covarde, bandido
Almas aprisionadas
Escolha confusa
“Até que a morte os separe”
Ou não!
Almas confusas
Almas aprisionadas
Almas tristes
Almas!
Encontro e desencontro
Almas!
Duas almas
Almas em conflito
Almas tristes!

Autor Ricardo Cardoso

terça-feira, 13 de abril de 2010

Anjo


Foi como um sonho
Você chegou
Como o sol de verão
Como o brilho do luar
Como as flores na primavera
Como borboletas no jardim
Com seus cabelos negros
Pele branca como a lua
Um olhar doce
Um sorriso sincero
Uma troca de olhar
Um abraço apertado
Foi um anjo
Foi você
Foi como um sonho!

Autor- Ricardo Cardoso

NEM TUDO QUE BRILHA É SOL


Há dia em que acordamos com os primeiros raios de sol brilhando na janela, os pássaros em um bailado de sons, orvalho brilhando entre as flores. E na solidão do meu carro, em meus próprios pensamentos, entre um semáforo e outro, a espera por um verde brilhante, e por um instante em um desvio de pensamentos, crianças dançando entre os carros, pés descalços, fuligens do asfalto, cabelos embaraçados, rostos miúdos, crianças malabaristas do asfalto, com os olhos brilhando a espera da moeda.
Moeda!
Moeda brilhante que a índia com seu filhinho mendigam na esquina, um indiozinho de pele vermelha, mãos pequenas a espera de algo,
O que!
Nem ele sabe, ah se soubesse que á quinhentos anos sua família já fora dona desta terra chamada Brasil.
Ah, se ele soubesse!
O que o homem fez com o homem, escravizou, matou em nome da fé, tomaram sua vida, seu rio, seu peixe, sua dignidade, em troca de desculpa, lhe ofertou uma homenagem “O dia do Índio”.
Ah! Indiozinho o que fizeram com você, fica ai a espera do brilho da moeda. Moeda que o velho sentado em seu orgulho, cabelos brancos, rugas que lhe revelam a idade, olhos que passam olhos que não querem enxergar, ouvidos que não querem ouvir. Velho, anônimo ao olhar alheio, quantas coisas viveu, quantas coisas estes olhos cansados enxergaram, quantas histórias tem para contar, quantas moedas para levantar-lhe.
Moeda que a mãe tenta ganhar, com seu carrinho de doce, para o leite comprar, e seu filho sustentar.
Leite!
Leite, que os homens com suas fardas azuis autoritárias não a deixam ganhar, com os olhos brilhando, uma lagrima eu vi rolar.
Ah! Mãe como queria te ajudar, mas acovardando-me em meu mundo, de semáforo em semáforo em meus próprios pensamentos.
O brilho do sol vai dando lugar ao brilho da lua, os pássaros fazendo seu último bailado, e eu, no conforto do meu lar, a espera do sol voltar, para minha janela brilhar.

Autor – Ricardo Cardoso


Negro


Negro, tu foras tirado do teu chão
Escravizado, humilhado, acorrentado
Sentiu o gosto do fel
A dor do tronco, cicatriz na alma
Teus filhos arrancados
Mulheres etária dos senhores
Da senzala o frio
Da fome, esperança
Do quilombo, refúgio
Da liberdade, relento
Do relento, morro
Do morro, senzala
Ainda hoje, buscando tua liberdade
És a maioria negra, sangue
Orgulha-te negro, levante a cabeça
Tu és um guerreiro vencedor

Autor - Ricardo Cardoso

Menina Ruiva


Ruiva menina, teu olhar me fascina
Teu sorriso me alegra
Teu cheiro me embriaga
Tua voz me conquista
Teu jeito de mulher menina me faz sonhar
Sonhar!
Voltar no tempo...
Ficar com você
Ah! menina ruiva
Que me faz sonhar!

Autor - Ricardo Cardoso

Morena Menina



Morena menina, teu olhar me fascina
Teu sorriso me alegra
Teu cheiro me embriaga
Tua voz me conquista
Teu jeito de mulher menina me faz sonhar
Sonhar!
Voltar no tempo...
Ficar com você
Ah! Morena, menina
Que me faz sonhar!

Autor - Ricardo Cardoso

Menina loira


Loira menina, teu olhar me fascina
Teu sorriso me alegra
Teu cheiro me embriaga
Tua voz me conquista
Teu jeito de mulher menina me faz sonhar
Sonhar!
Voltar no tempo...
Ficar com você
Ah! loira, menina
Que me faz sonhar!

Autor - Ricardo Cardoso